
estremeço quando escrevo. da memória, palavras saltitam, cintilam e futucam. chocam-se, fundem-se e dão adeus. tenho entendido que questionar requer um esforço, dá trabalho e cansa. os primeiros passos são acompanhados de insistentes tropeços. "que é isso, 'profundidade'?"
buscar mais combinações que descrevam o que há no exato momento em que algo é trazido [ou levado?] à luz é um movimento intenso disso que entendo de alma. quanto mais o jogo enrijece, mais se pede mais, e assim é feito. reflex ["o", "ão" e a câmera] nas entrelinhas.
me pego em tímidas linhas, em curtas sentenças. como dizer tudo isso que se passa senão dizendo? que de onde vem esse impulso de procurar a mim mesmo nas mais variadas linguagens de natureza homem-bicho-máquina?





