sábado, 6 de novembro de 2010

listen

modalidades de texto unindo bits a sentimentos, numa linguagem cognoscível aos homens e às máquinas:
listen, de Sharon Hopkins.

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Don't expect this to *do* anything:  I had a hard enough time just getting
it to parse in both perl and English!

#!/usr/bin/perl

APPEAL:

listen (please, please);

    open yourself, wide,
        join (you, me),
    connect (us,together),

tell me.

do something if distressed;

        @dawn, dance;
        @evening, sing;
        read (books,poems,stories) until peaceful;
        study if able;

        write me if-you-please;

sort your feelings, reset goals, seek (friends, family, anyone);

            do not die (like this) if sin abounds;

keys (hidden), open locks, doors, tell secrets;
    do not, I-beg-you, close them, yet.

                                accept (yourself, changes),
                                bind (grief, despair);

    require truth, goodness if-you-will, each moment;

select (always), length-of-days 


# Sharon Hopkins, Feb. 21, 1991

terça-feira, 21 de setembro de 2010

acquarius #1

são jovens. tem total ciência da falta de necessidade de se pensar consequências dos atos, os filhos do presenteísmo. em pré-requisito físico, almas se encontram ao redor de fogueiras e celebram a beleza da mocidade.

existência explosiva exemplificando exatamente as extensões de sentido do prefixo ex-. praxis.


http://www.youtube.com/watch?v=zWs72lvZoGM&ob=av2e

mgmt, 60's oitentista lesado em hd.
[e essas tentativas de definição mais emolduram que esclarecem.]

terça-feira, 27 de julho de 2010

[octópodes entrelaçados]

aceito trocar de olhos com meu avatar e experimento um novo mundo emoldurado em um retângulo cintilante. de #000000 a #ffffff, com quase todas as intermediárias, sinto através da visão. informações atravessam as córneas e indicam caminhos a seguir, para continuar lendo, to be there. dados recombinados esperam por mim.

terça-feira, 6 de julho de 2010

relendo escritos feitos a beira-mar:

tens uma dificuldade, acredito, na apreensão do que é fim. é que o tempo nesse plano é tão pouco que me angustia não saber mais. sem dúvidas, o caminho do conhecimento está ligado com a apuração dos sentidos, ao simples sentir, puro em si.
contudo, as sensações não devem ser aceitas cegamente quando se age em conformidade com a razão. é necessário aqui a utilização de lentes desdotadas de qualquer opacidade para se aproximar desta bela ou disforme "qualquer coisa". isso, meu bom, é dendê.

domingo, 2 de maio de 2010

sombra




deposito responsas em auxílio a existência. movo minhas peças em tabuleiros irregulares, examinando - talvez com excesso de cautela - cada jogada. o adversário seria matematicamente um eu¯¹, meio que prevendo qualquer estratégia.

companhia constante nessas andanças é essa sombra que copia meus movimentos, numa quebra de -3 pontos de exposição. sua existência meramente visual abarca sensações ainda não compreensíveis por completo. me encontro, por enquanto, em palavras de caras de outras épocas, de lugares muito distantes do calor baiano. me encontro nas conversas com contemporâneos, diferentes eloquências, diferentes saberes. mas nenhum desses contatos com o que há de mais íntimo se dá na dimensão social, nessa esfera das conversas, das atualizações constantes de fatos ou digressões conduzidas pela voz.
há algo maior escondido em locais onde o homem não pisa. na diária "perfeição indomável" da natureza. a verdadeira experiência, a beleza livre. para tanto fruir, é plena saúde o requerido, apenas isso. a elevação é possível na interseção corpo/mente. e citação que segue é de um cara que desbravou locais inóspitos do espírito de forma simples e resoluta:
"...and I also know how important is in life not necessarily to be strong, but to feel strong."

segunda-feira, 26 de abril de 2010

é fogo de hora
a palha espalha

o galho estala
em pouco, migalha

terça-feira, 9 de março de 2010

cactus #2

vejo ao longe um jardim de cores vivas saturando na memória imagens que sequer sei se existiram de fato. o aroma que me chega tem o fresco da matina e traz vigor a tudo quanto é alma. olho em volta e estou só, com a tecla mute ativada.
sonhos são cada vez mais representativos a seu modo. bom isso de não ser simples e direto.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

oriente

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

que há

é uma hora bastante interessante, essa de agora. num só golpe, passado e presente se fundem numa alquimia provada a todo momento a goles sedentos. trago à luz esses tantos que já fui. esses eus, espalhados em suas idades, em assembléia, decidem. apontam caminhos questionáveis, ouvem verdades a todo instante e através da negação de várias delas, a neblina se dissipa pouco a pouco.

(...)uma espécie de construir um muro em volta de si mesmo faz parte das primeiras sagacidades instintivas da gravidez pessoal. haverei de permitir que um pensamento estranho escale em segredo o muro?


vem nieztsche, esse puto, em ecce homo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

esse estar virtual...



sento no bosque da minha uesc e ouço de cigarras urros em tom maior. pássaros gordinhos alinhados contra a luz, bicadas de mulequeira. jão-de-barro dá as caras e sai fora na moral, "chega de teto!". ligo a máquina que respira sobre minhas pernas e ela geme roboticamente um sonoro "olá!" sintético. penso que não há mais ninguém a dividir esse momento.


daí posto no blog.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

personas

esse processo de personalização das extensões virtuais é uma visita interessante a certas propriedades da net, como descrevem caras como janet murray e lev manovich. apesar de classificarem sob óticas diferentes, num dos pontos convergem bonito: a mídia digital é modular. "modular, comassim?!" manovich usa o termo modularity no sentido de ordem, de regulação, querendo evidenciar a maneira como os dados são dispostos na rede e tornam-se, separadamente, passíveis de modificação. são blogs, constantemente atualizados; softwares opensource; e ligado ainda mais a estética, os próprios templates. interfaces criadas, taggeadas, divididas em rede e aplicadas no intuito de tornar o player de mídia, o navegador ou outro programa mais "a sua cara".

um lance interessante que não havia me dado conta no firefox são os personas, templates leves que dão um visual super transado ao seu navegador. estão divididos por temas como "movies and tv" e "abstract", além de uma divisão mais quantitativa como "most popular". vale a pena dar uma sacada, fica mais divertido navegar com uma canoa invocadinha.

aliás, sempre curti esses skins. desde o comet cursor, das antigas até essa lojinha free do mozilla labs. de fato, personalizar a máquina. de mera ferramenta à exploração da interface em si, não só deixando mais "bonitinho", mas adicionando addons e plugins para facilitar a sua utilização.

escolhi o megaman 8 bits num jump metralhante como cara do meu navegador. e aí, vai de quê? :)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

permita lembrar, senhorita, que todos estes intentos sacanas de me apresentar os conceitos de pre-sença são bastante aprazíveis.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

no novo ano

no caderno que sempre carrego consta de 1/1/10, mais ou menos as 4 da tarde:

sou uma dessas pessoas sorridentes que se encontra no verão. sereno nos olhares, econômico nas palavras, vou bem sozinho a maior parte do tempo. ando por aí, brinco no caminho e se tiver um som, sacudo legal. mas quando serei suavemente enlaçado por seus braços? é tanta luz e beleza para ser contida... aprender vida é um grande benefício dos campings. aqui, o "se cuida" é posto a prova. dia 1, o sol cai, vou rodar com a câmera.


daí resulta nisso.

ao retornar, continuo:

a bahia se fez bonita nesse entardecer do primeiro de janeiro. pessoas passam, quase me riem, brincam entre si (...) como são felizes nessa tarde.


a todos, muito axé em 2010!